11 | setembro

Fases da infância: quando e como devo deixar meus filhos usarem as áreas comuns do meu prédio?

Quando se tem filhos, a palavra limite faz parte do cotidiano. Estabelecê-lo, sem criar uma guerra dentro de casa, exige jogo de cintura, equilíbrio e sabedoria. Mas tem vezes que os pais se veem em saias justas e sem saída.

Para ajudar pais e mães nessa difícil tarefa, conversamos com a psicóloga Raquel de Araújo Bomfim Garcia, especialista em Psicologia Escolar/Educacional e Mestre em Psicologia da Unicesumar. “Receber e respeitar limites é fundamental para o desenvolvimento da criança, pois permite a ela saber até onde pode ir com segurança. A falta de limites provoca uma instabilidade e, ao contrário do que muitos pensam, a criança gosta e pede por limites”, destaca.

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Assim como os ambientes e estruturas familiares mudam de uma casa para outra, a forma de se educar os filhos também varia de família para família. Mas algumas dicas são universais na hora de se estabelecer limites para os filhos.

O tempo e os horários de uso das áreas comuns dos condomínios residenciais, presentes nos nossos empreendimentos, é um dos assuntos frequentes de discussão sobre limites entre pais e filhos. Com que idade as crianças podem descer sozinhas? Como controlar o uso das áreas comuns? Podem ser usadas livremente por pequenos de todas as idades?

Conversamos também com a psicóloga clínica e psicanalista Lindamar Luiza Bottega Vendrusolo para responder a essas questões.

0 a 4 anos

Crianças com até quatro anos de idade devem frequentar as áreas comuns sempre acompanhadas de perto por um responsável, para evitar riscos e, principalmente, por ainda não terem controle dos seus impulsos.

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5 a 8 anos

Nesta fase, a liberdade deve ser assistida. Por mais que essa criança já saiba diferenciar o que é certo e o que é errado, ela ainda necessita aprender a se defender nas situações do seu cotidiano. A influência dos pais ainda é muito grande nessa fase! Se os pais são pessoas introspectivas e não têm o costume de ter o convívio social, muito provável que o filho acabe agindo da mesma forma. Por isso, é importante incentivar que as crianças conquistem seus espaços, mas procurando estar sempre por perto, caso eles necessitem de auxílio.

9 aos 12

Neste momento da infância, as crianças já conquistam mais espaço. Muitas vezes, os pais já dão total autonomia para os filhos circularem livremente pelas áreas comuns dos condomínios.

Em resumo, as crianças pequenas devem ter sempre a supervisão de um adulto, alguém que esteja atento para orientar sobre os riscos que podem acontecer, proporcionando segurança. Já para os pré-adolescentes, varia de acordo com a educação de cada família; existem as que optam por maior liberdade e as que controlam horários e fazem até questão de uma checagem mais rigorosa.

Imagem virtual da brinquedoteca do Bless Cabral

Imagem virtual da brinquedoteca do Bless Cabral

É importante destacar que durante a pré-adolescência, a questão da sexualidade já aflora. Portanto, devemos lembrar que os espaços comuns devem ser sempre compartilhados por crianças da mesma idade. “Permitir o convívio de crianças com muita diferença de idade nos mesmos ambientes, sem supervisão de um adulto, pode ser um risco para os menores”, explica Lindamar.

A psicóloga também reforça que existem riscos maiores dentro da própria casa. “Os pais, muitas vezes cansados, acabam liberando o acesso ao computador para as crianças, acreditando que elas estarão seguras dentro de casa. Na internet existe uma forte presença de pessoas cruéis, mal intencionadas e, até mesmo psicopatas com alto poder de convencimento, o que pode levar as crianças a um sério risco. Por isso, o convívio dentro dos residenciais auxilia na interação e socialização das crianças, incentiva a respeitar regras do condomínio, além de ser um meio de tirá-las da frente dos dispositivos eletrônicos.” conclui a psicóloga.

Imagem virtual da área do playground do Bless

Imagem virtual da área do playground do Bless

Conseguimos ajudar com essas dicas? Fique de olho, em breve falaremos sobre quais responsabilidades podemos passar para os pequenos em cada fase da infância!

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Texto: NQM Comunicação